Homem de 38 anos procura atendimento por redução progressiva da libido, disfunção erétil e cefaleia há cerca de 10 meses. Nas últimas semanas, passou a colidir com objetos localizados lateralmente durante a deambulação. Nega uso de antipsicóticos, antidepressivos, metoclopramida, opioides ou outros medicamentos de uso contínuo.
Ao exame, apresenta redução bilateral dos campos visuais temporais à confrontação, sem oftalmoplegia. Não apresenta características fenotípicas sugestivas de acromegalia ou hipercortisolismo.
Os exames laboratoriais mostram:
| Exame | Resultado | Referência |
|---|---|---|
| Prolactina | 684 ng/mL | 4 a 15 ng/mL |
| Testosterona total | 118 ng/dL | 300 a 1.000 ng/dL |
| LH | 1,1 mUI/mL | 1,7 a 8,6 mUI/mL |
| FSH | 1,5 mUI/mL | 1,5 a 12,4 mUI/mL |
| TSH | 1,8 mUI/L | 0,4 a 4,5 mUI/L |
| T4 livre | 1,1 ng/dL | 0,8 a 1,8 ng/dL |
| Creatinina | 0,9 mg/dL | 0,7 a 1,3 mg/dL |
A ressonância magnética de sela túrcica evidencia lesão hipofisária sólida de 2,3 cm, com extensão suprasselar e contato com o quiasma óptico, sem componente hemorrágico. A campimetria confirma hemianopsia bitemporal, sem evidência de perda visual rapidamente progressiva.
Considerando o diagnóstico mais provável, a fisiopatologia das alterações hormonais e a estratégia terapêutica inicial, assinale a conduta correta.