A escuta da criança e do adolescente em contextos
clínicos e institucionais, segundo os princípios do
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), deve ser
conduzida com extrema sensibilidade às suas
possibilidades de expressão simbólica, respeitando
seus tempos psíquicos e evitando revitimizações. Tal
escuta requer do psicólogo não apenas domínio
técnico, mas também compreensão dos
atravessamentos sociais, afetivos e legais que
constituem a infância, sendo necessária articulação
com a rede de proteção e respeito ao protagonismo
infantil.