As lutas, as artes marciais e as modalidades esportivas de combate são frequentemente associadas à violência em virtude de
suas origens históricas, por envolver confronto com o oponente-outro e pelo efeito das representações midiáticas centradas
na destruição ou na morte daquele que se tem de enfrentar (inimigo). No entanto, a violência está correlacionada a uma
série de questões sociais decorrentes de desigualdades, preconceitos e injustiças, apresentando-se também em outras
práticas corporais, tais como o próprio futebol. É preciso considerar que há determinada incompreensão em relação às
dimensões afetivas manifestadas durante o combate, como a agressividade, a frustração e a raiva, aspectos fundamentais
para o desenvolvimento humano. É preciso que tais dimensões venham à tona para compreendê-las e, em algumas situações,
controlá-las. Essas manifestações, quando inseridas na escola sob uma perspectiva crítica e dialógica, podem contribuir para a
transformação de culturas de violência em experiências pedagógicas emancipadoras que potencializam atitudes conciliadoras
na resolução de conflitos entre os estudantes, instaurando uma cultura de paz na escola.
Ao adotar uma perspectiva crítica, dialógica e emancipadora, o professor de Educação Física deve
Ao adotar uma perspectiva crítica, dialógica e emancipadora, o professor de Educação Física deve