Como governança e ESG estão redesenhando
o papel da liderança
O conceito de governança ambiental, social e
corporativa, também conhecido como ESG, se consolidou
como um pilar essencial da estratégia empresarial. Para
2026, a expectativa é que seja um ano de maior rigor
regulatório, transparência, uso da tecnologia e integração
do ESG à governança corporativa, com impactos diretos
na forma como as empresas operam, reportam e
atraem investimentos.
O que muitos parecem esquecer é que o “G”, de
governança, é o elemento silencioso que sustenta o “E”
e o “S” do ESG. Sem uma governança forte, transparente
e estruturada, as práticas ambientais e sociais perdem
seu valor.
Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a
perda de confiança do mercado até a violação de normas
e regulamentações. No entanto, quando a governança
funciona, os efeitos são poderosos, pois ela aumenta a
confiança, agrega valor e gera impacto positivo para toda
a sociedade.
Além de refletir riscos reputacionais e financeiros,
o não cumprimento das diretrizes ESG representa um
risco jurídico real e crescente para os líderes empresariais.
Casos de greenwashing e social washing afetam a imagem
institucional e podem configurar práticas enganosas e
fraudulentas, especialmente em setores regulados ou com
forte exposição pública. A responsabilização penal e cível
dos executivos, nesses contextos, é cada vez mais frequente,
inclusive em ações coletivas ou de consumidores.
A ausência de mecanismos robustos de controle
interno das organizações, auditoria independente e
prestação de contas pode ser interpretada como negligência
ou omissão da alta administração, inclusive configurando
violação de dever fiduciário. Mais do que delegar o tema ao
setor de compliance, portanto, é essencial que os C-levels
assumam liderança ativa, direta e estratégica na integração
do ESG à governança corporativa. O cenário regulatório
atual impõe desafios significativos às empresas.
A governança sólida será o diferencial competitivo
de empresas preparadas para atender às expectativas dos
investidores, dos consumidores e da sociedade. Assim,
empresas que ignorarem a importância da governança, da
transparência e da ética estarão sujeitas a riscos jurídicos
significativos, incluindo a responsabilidade penal de
executivos e perdas irreparáveis em reputação.
Internet: <exame.com> (com adaptações).
Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item seguinte.
No período “Quando falha, o impacto é imediato e vai desde a perda de confiança do mercado até a violação de normas e regulamentações.”, em razão do paralelismo, a inserção do sinal indicativo de crase no vocábulo “a” que antecede a palavra “violação” é de caráter obrigatório.