Para responder à questão, leia o texto abaixo.
Chove. Que fiz eu da vida?
Fiz o que ela fez de mim...
De pensada, mal vivida...
Triste de quem é assim!
Numa angústia sem remédio
Tenho febre na alma, e, ao ser,
Tenho saudade, entre o tédio,
Só do que nunca quis ter...
Quem eu pudera ter sido,
Que é dele? Entre ódios pequenos
De mim, estou de mim partido.
Se ao menos chovesse menos!
Autor: Fernando Pessoa.
A partir da leitura da segunda estrofe do poema de Fernando Pessoa, analise as assertivas abaixo:
I. A febre na alma indica que o eu lírico está tomado por um entusiasmo apaixonado e por um desejo ardente de viver intensamente a vida que lhe resta.
II. A expressão angústia sem remédio retrata um sofrimento de ordem existencial e irrecuperável, para o qual não há solução lógica ou material.
III. O verso Só do que nunca quis ter... constrói um paradoxo em que o eu lírico sente a falta de algo que jamais chegou a desejar.
Está CORRETO o que se afirma em: