Leia o texto a seguir.
Segundo Santaella (2018, p. 30-31), o que difere agora é o modo como as notícias são produzidas, disseminadas e interpretadas. Tradicionalmente, na era hegemônica da comunicação de massas, as notícias eram fabricadas em fontes restritas, relativamente confiáveis na medida em que deveriam seguir práticas baseadas em códigos estritos de deontologia [...] a internet e as redes sociais permitem a publicação e interação de qualquer ponto do espaço”. O que, com tantos produtores de conteúdo e polifonia de vozes, cria um universo que avançou em plataformas e apurações transmidiáticas, mas que suprimiu – infelizmente – a checagem de fatos. [...] Conhecidas como fake news, as notícias falsas criam redes de desinformação, manipulando e influenciando a opinião pública a crer em algo que não é verdadeiro. Essa dinâmica ocorre devido ao uso de manchetes duvidosas, apelo emocional e títulos sensacionalistas, vídeos manipulados (deepfakes), entre outros métodos.
FERRARI, Pollyana. A era do prompt: inteligência artificial, colonialismo,
devires e desinformação. E-book. 2024. p. 84 e 50. [Adaptado].