Paciente do sexo masculino, 58 anos, previamente hígido,
procurou atendimento neurológico por fraqueza progressiva na
mão direita há aproximadamente 14 meses. Inicialmente
percebeu dificuldade para abotoar camisas, escrever e manipular
pequenos objetos, evoluindo com atrofia da musculatura tenar e
interóssea. Após cerca de oito meses, ele passou a apresentar
fraqueza também na mão esquerda e dificuldade para elevar o
braço direito acima da cabeça. Nos últimos quatro meses, referiu
tropeços frequentes, sensação de rigidez nas pernas e dificuldade
para subir escadas. Há 1 mês cursando com disfagia para
alimentos secos e água e leve disartria. Negava alterações
sensitivas, dor radicular, diplopia, ptose, disfagia, alterações
esfincterianas ou déficit cognitivo.
Ao exame neurológico, apresentava atrofia da musculatura tenar
e dos interósseos da mão direita, miofasciculações em antebraço
direito, paresia para extensão dos dedos e abdução dos dedos
das mãos, leve hipertonia em membros inferiores, reflexos
profundos vivos nos quatro membros, reflexo cutâneo-plantar
em extensão bilateral. Sensibilidade superficial e profunda
preservadas. Coordenação e nervos cranianos sem alterações. A
eletroneuromiografia demonstrou sinais de desnervação ativa
(fibrilações e ondas agudas positivas), fasciculações e reinervação
crônica em músculos inervados pelos segmentos cervicais,
torácicos e lombossacros, com redução do recrutamento motor.
Os estudos de condução motora e sensitiva não mostrou
alterações. A ressonância magnética de encéfalo e coluna cervical
mostrou-se normal.
Diante desse paciente, a proposta terapêutica específica é
Diante desse paciente, a proposta terapêutica específica é
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