O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Comer cereais no café da manhã realmente faz bem à
saúde?
O café da manhã é frequentemente descrito como a
refeição mais importante do dia, e a escolha dos
alimentos influencia diretamente na energia e
concentração. Entre as opções, os cereais matinais
ocupam lugar de destaque, embora sua qualidade varie
bastante.
Os cereais são grãos — trigo, arroz, aveia, cevada, milho
— compostos por farelo, endosperma e gérmen. Alguns
produtos preservam essas partes, oferecendo fibras,
vitaminas e minerais; outros passam por intenso
processamento industrial, recebendo açúcar, sal,
aromatizantes e aditivos.
A fortificação com vitaminas e minerais ajudou a
popularizar os cereais como fonte prática de nutrientes,
especialmente para crianças, gestantes, idosos e
pessoas com dietas restritivas. Estudos confirmam que
contribuem para reduzir deficiências de ferro, cálcio,
vitamina D e fibras, elementos fundamentais para o bom
funcionamento do organismo.
Contudo, muitos cereais possuem alto teor de açúcar,
baixo teor de fibras e elevado índice glicêmico, o que
pode gerar picos de glicose, fome precoce e maior risco
de doenças crônicas. A aveia em flocos, por exemplo,
associa-se à redução de diabetes tipo 2 e colesterol LDL,
mas versões refinadas ou instantâneas perdem esses
benefícios.
A literatura científica mostra que cereais integrais, como
granola e mingau de aveia, quando pouco processados e
com baixo teor de açúcar, favorecem a saúde
cardiovascular, o controle glicêmico e a longevidade. Já
os cereais ultraprocessados, ricos em açúcares e
aditivos, devem ser consumidos com cautela.
Especialistas recomendam observar os rótulos: menos
de cinco gramas de açúcar e mais de três gramas de
fibra por porção são parâmetros adequados. Além disso,
acrescentar frutas, nozes, sementes e iogurte transforma
um cereal simples em refeição equilibrada, capaz de
manter a saciedade por mais tempo.
Assim, os cereais matinais podem ser benéficos ou
prejudiciais: tudo depende da forma de preparo, do grau
de processamento e da escolha consciente do
consumidor.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg75xxz41go.adaptado.
Na frase, encontra-se uma figura de linguagem denominada: