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4118571 Ano: 2026
Disciplina: Filosofia
Banca: CESPE / CEBRASPE
Orgão: SEDUC-PI

Texto 5A2-VI 


Abandonamos a expressão “cultura de massas” para substituí-la por “indústria cultural”, a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem, com efeito, que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, da forma contemporânea da arte popular. Ora, dessa parte a indústria cultural se distingue radicalmente. Ao juntar elementos de há muito correntes, ela atribui-lhes uma nova qualidade. Em todos os seus ramos fazem-se, mais ou menos segundo um plano, produtos adaptados ao consumo das massas e que em grande medida determinam esse consumo.


Theodor Adorno. A indústria cultural. In: Gabriel Cohn (org.).

Comunicação e indústria cultural. São Paulo: Nacional, 1978, p. 92 (com adaptações)



Texto 5A2-VII 


Sob o poder do monopólio, toda cultura de massas é idêntica, e seu esqueleto, a ossatura conceitual fabricada por aquele, começa a se delinear. Os dirigentes não estão mais sequer muito interessados em encobri-lo, seu poder se fortalece quanto mais brutalmente ele se confessa de público. O cinema e o rádio não precisam mais se apresentar como arte. A verdade de que não passam de um negócio, eles a utilizam como uma ideologia destinada a legitimar o lixo que propositalmente produzem. Eles se definem a si mesmos como indústrias, e as cifras publicadas dos rendimentos de seus diretores gerais suprimem toda dúvida quanto à necessidade social de seus produtos.


Theodor Adorno e Max Horkheimer. Dialética do esclarecimento.

Tradução de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Zahar, 1985, p. 114.

Com base no texto 5A2-VI, é correto afirmar que, segundo Adorno, a substituição da expressão ‘cultura de massas’ por ‘indústria cultural’ justifica-se para
 

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