O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Cegueira por desatenção: por que às vezes você não
vê o que está diante dos olhos
Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão
comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não
está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer
que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa
chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra
o objeto quase de imediato.
"Está bem debaixo do seu nariz!"
Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela
algo fundamental sobre como o cérebro funciona.
Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia
depende de um processo chamado busca visual, e
nosso cérebro não é tão eficiente nisso.
Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode
não perceber que ele está ali. Em outras palavras,
olhamos, mas não vemos.
À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos
uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de
trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto.
Mas o cérebro não consegue analisar todos os
elementos de uma cena ao mesmo tempo. Por isso, se
baseia na atenção, seleciona algumas características e
deixa o restante de lado.
Os psicólogos costumam descrever a atenção como um
holofote que percorre o campo visual. Onde ele se
concentra, a informação é processada em detalhes. O
que fica fora dele recebe muito menos atenção.
Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o
tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a
visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte
do campo visual, do tamanho aproximado da unha do
polegar e na distância do braço estendido.
Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se
mover repetidamente, levando diferentes partes do
ambiente a essa pequena área de alta resolução.
Esses movimentos são movimentos sacádicos, também
conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo.
Mesmo quando achamos que estamos olhando
fixamente para algo, os olhos se movem discretamente
de um ponto a outro.
Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem.
Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais
complexos sem ficar sobrecarregado de informação.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/c74rlpw24ljo-fragmento
O emprego do hífen em locuções, como 'dia a dia', foi, na maioria dos casos, abolido. No entanto, há exceções à regra, e algumas expressões devem ser grafadas com hífen. Com base nisso, complete as lacunas a seguir com a forma correta dessas expressões.
Acordou tarde, sem alarme, sem rotina, sem plano. O _________ foi improvisado — pão dormido e uma fatia de queijo que já estava pedindo aposentadoria. Comeu de pé, encostado na pia, olhando pela janela o céu que amanhecera ___________, daquele rosa suave de quem não sabe bem se ainda é noite ou já é dia.
O __________ latiu uma vez, duas, depois se calou — talvez tivesse percebido que o dono também estava sem disposição para vigilância.
Naquele domingo, decidiu que viveria _________. Sem compromisso, sem lista, sem culpa.