Homem de 78 anos, com insuficiência cardíaca avançada por cardiomiopatia
isquêmica, FE 15%, múltiplas internações por congestão nos últimos 6 meses, classe funcional
NYHA IV persistente apesar de terapêutica otimizada (IECA, betabloqueador, antagonista de
mineralocorticoide, dapagliflozina e furosemida). Apresenta dispneia intensa em repouso, ortopneia,
caquexia cardíaca, pressão 88/52 mmHg, frequência cardíaca 104 bpm, creatinina 2,1 mg/dL, náuseas
e episódios de ansiedade. Tem ICD implantado há anos. Relata pânico noturno por sensação de “não
conseguir respirar”. Ele e a família compreendem o prognóstico, expressam desejo de permanecer em
casa e evitar novas internações. Considerando o manejo paliativo avançado e baseado em evidências
para IC terminal, qual é a conduta mais apropriada?