Uma professora de Educação Física foi aprovada em um concurso público. Ao longo do processo de ingresso na instituição,
observou alguns espaços-tempo da cultura escolar. Em virtude dessa imersão inicial, pôde constatar algumas representações
sociais relativas às violências simbólicas e psicológicas, assim como alguns conflitos que culminavam em agressões. Ciente
da existência de um cenário propenso a manifestações de violências, propôs um trabalho pedagógico com base no conteúdo
de lutas cujo objetivo consistiu em problematizar os comportamentos hostis ou ações violentas. Em um primeiro momento,
registrou as associações entre briga, violências e o sentido das lutas às aulas de Educação Física, utilizando o programa Word
Cloud para produzir uma Nuvem de Palavras, conforme as respostas dos estudantes nos smartphones. Em seguida, propôs
uma reflexão presente na obra Pedagogia das lutas/artes marciais: do ambiente de jogo à sistematização do ensino, cuja ideia
sugere a comparabilidade da presença de atos violentos nos estádios e nas torcidas organizadas de futebol, bem como no âmbito
das competições de lutas, revelando a incidência predominante no futebol. No plano das experiências corporais, promoveu
diferentes jogos de oposição, explorando os princípios e a lógica situacional das diversas modalidades de lutas e artes marciais
existentes, seguindo as orientações do referido livro, e incluindo as criações e as transformações dos jogos propostas pelos
estudantes. Os resultados das aprendizagens foram expostos em um portfólio digital elaborado pelos estudantes e exibido
tanto na reunião bimestral quanto na mostra cultural promovida pela instituição.
A organização e a condução pedagógica do ensino de lutas propostas pela professora possibilitou ao estudante o(a)
A organização e a condução pedagógica do ensino de lutas propostas pela professora possibilitou ao estudante o(a)