Para responder à questão abaixo, leia o soneto do poeta português Manuel Maria Barbosa du Bocage.
Quando na rósea nuvem sobe o dia,
De risos esmaltando1 a Natureza,
Bem que me aclare as sombras da tristeza,
Um tempo sensabor2 me principia.
Quando, por entre os véus da noite fria,
A máquina celeste observo acesa,
De angústia, de terror a imagens presa
Começa a devorar-me a fantasia.
Por mais ardentes preces que lhe faço,
Meus ais não ouve o númen3 sonolento,
Nem prende a minha dor com tênue laço.
No Inferno se me troca o pensamento;
Céus! Porque hei-de existir, porquê, se passo
Dias de enjoo e noite de tormento?
Na segunda estrofe, o adjetivo “presa” qualifica o substantivo