3922313
Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Três Barras Paraná-PR
Disciplina: Português
Banca: FAU-UNICENTRO
Orgão: Pref. Três Barras Paraná-PR
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Justiça nega nome africano composto de bebê Tumi Mboup em BH
A Justiça de Minas Gerais negou o registro do nome africano composto da bebê Tumi
Mboup, após pedido feito pelos pais, em Belo Horizonte. Em decisão publicada nesta terça-feira
(30), a juíza de direito Daniela Bertolini Rosa Coelho autorizou apenas o registro de Tumi, mas
negou o nome Mboup.
O caso foi parar na Justiça depois que cartórios da capital mineira negaram, na semana
passada, a escolha do nome composto feita pela historiadora Kelly Cristina da Silva e o sociólogo
Fábio Rodrigo Tavares, pais da menina, como representação da identidade africana da família.
No momento do registro, os cartórios alegaram que Mboup é um sobrenome senegalês e,
pela legislação brasileira, não pode ser registrado sem a comprovação de parentesco direto.
Diante do impasse, os pais acionaram a Vara de Registros Públicos da Comarca de Belo
Horizonte.
Ao analisar o caso nesta terça-feira (29), a juíza Daniela Coelho usou outros argumentos
para negar o registro do nome composto Tumi Mboup. Segundo ela, é "direito da família se
identificar com a cultura ancestral dos pais e a escolha de nomes vinculados à herança cultural
africana", porém, destacou que é "necessário garantir que o registro seja claro e compreensível,
tanto para fins administrativos quanto para a própria vida social do indivíduo".
No caso de Tumi, a juíza entendeu que a escolha "não afronta a moral, os bons costumes
ou a segurança jurídica, tratando-se de expressão linguística com origem cultural", apesar de
pouco convencional. Por outro lado, ao considerar Mboup, a magistrada aponta "dificuldade de
fonética do nome, que apresenta peculiaridades que podem dificultar sua pronúncia no contexto
brasileiro, ocasionando problemas administrativos e de identificação".
Além disso, a juíza afirmou que Mboup não deixa claro se é "um prenome ou sobrenome, o
que gera confusão, considerando a estrutura tradicional de nomes adotada no ordenamento
jurídico". Por isso, ela negou o segundo registro.
Fonte: https://cbn.globo.com/brasil/noticia/2025/09/30/justica-nega-nome-africano