Miguel, de 2 anos e 4 meses, foi encaminhado ao serviço de Fonoaudiologia por apresentar vocabulário extremamente reduzido, dificuldade para imitar sons, pouca atenção compartilhada, uso predominante de gestos para comunicar necessidades e episódios frequentes de frustração diante da dificuldade de se fazer compreender. A família relata que ele emite algumas vocalizações isoladas (“ma”, “ta”, “bo”), mas raramente combina sons. Na escola, a professora observa que ele se afasta das rodas de conversa e interage pouco com os colegas, apresentando menor participação em atividades que envolvem narrativa, nomeação ou compreensão de instruções simples. Segundo a mãe, o desenvolvimento motor foi adequado, mas a linguagem “demorou a aparecer”. A gestação foi sem intercorrências. Porém, há histórico familiar de atraso de linguagem em primos de primeiro grau. Motivada pelas dificuldades, a família procurou atendimento precoce.
No serviço, a equipe multiprofissional inicia a avaliação e orienta os cuidadores quanto à importância de uma estimulação intensiva. Conforme demonstrado por Lima, Morais e Fernandes (2025), uma intervenção bem estruturada tem impacto significativo na redução da persistência de dificuldades de comunicação em crianças com risco de atraso no desenvolvimento.
Fonte: LIMA, A. A.; MORAIS, R. S.; FERNANDES, M. J. O impacto da intervenção precoce na linguagem de crianças com risco de atraso no desenvolvimento. COSEMIS/SP, 2025.
Com base no caso apresentado e nas evidências científicas, quanto à condução terapêutica de Miguel, é CORRETO afirmar que: