Mulher de 48 anos, com obesidade e diabetes Mellitus tipo 2,
procura atendimento por dor epigástrica intensa e contínua há 18
horas, irradiada para o dorso, acompanhada de náuseas e
vômitos. Há 4 meses iniciou semaglutida subcutânea, com
aumento da dose há 3 semanas. Nega episódios prévios de
pancreatite e refere consumo eventual de álcool.
Ao exame, está hemodinamicamente estável, afebril e apresenta
dor à palpação do epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal.
Exames laboratoriais mostram lipase de 1.480 U/L,
aproximadamente seis vezes o limite superior da normalidade,
bilirrubina total de 0,9 mg/dL, ALT 32 U/L, AST 29 U/L, triglicerídeos
168 mg/dL e cálcio total 9,2 mg/dL. Ultrassonografia abdominal
evidencia vesícula biliar com dois cálculos móveis, medindo 4 e
5 mm, sem espessamento parietal; colédoco com 4 mm, sem
cálculo identificado.
Considerando a abordagem diagnóstica e etiológica desse quadro, bem como o uso de semaglutida, assinale a opção correta.
Considerando a abordagem diagnóstica e etiológica desse quadro, bem como o uso de semaglutida, assinale a opção correta.
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