O verbo ler não suporta o imperativo. Aversão que partilha com alguns outros: o verbo ‘amar’... o verbo ‘sonhar’...
Bem, é sempre possível tentar, é claro. Vamos lá: ‘Me ame!’ ‘Sonhe!’ ‘Leia!’ ‘Leia logo, que diabo, estou mandando você ler!’
— Vá para o seu quarto e leia!
Resultado?
Nulo. ,
PENNAC, D. Como um romance. Rio de Janeiro: Rocco, 1993. p. 13.
A reflexão construída no trecho apoia-se, principalmente, na ideia de que