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4216292 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: DIRENS Aeronáutica
Orgão: EPCAR
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TEXTO II

Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Iga Swiatek e outros: a

saúde mental como legado da nova geração

Jovens atletas vêm destacando a importância do cuidado

com a saúde mental e o poder da psicologia esportiva na

alta performance

Por Fernanda Zalcman

Era 28 de julho de 2021 quando Simone Biles parou o

mundo do esporte: a multicampeã da ginástica artística

havia desistido de disputar a final do individual geral nos

Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 para priorizar sua saúde

mental, retirando-se também das finais por aparelhos

posteriormente. A decisão da atleta dividiu opiniões. Muitos

criticaram, mas outros também apoiaram, o que diz muito

sobre o tema nos dias de hoje.

Durante muito tempo, a saúde mental foi um assunto

pouco falado no meio esportivo, praticamente um tabu. Ela

não fazia parte da preparação dos atletas de alto

rendimento, que muitas vezes sofriam em silêncio. Michael

Phelps, por exemplo, conviveu por muito tempo com a

depressão sem revelar publicamente, com medo de que isso

pudesse ser visto como um sinal de fraqueza, dando

vantagem aos adversários.

[...]

A decisão de Simone Biles foi um divisor de águas e

seguiu o caminho oposto de Phelps e outros tantos que

vieram antes dela. A tenista japonesa Naomi Osaka, por

exemplo, seguiu o mesmo rumo da ginasta e também optou

por deixar as quadras para cuidar de sua saúde mental aos

anos. Aliado a isso, outras atletas como Rebeca Andrade,

Rayssa Leal e Iga Swiatek falam abertamente como a

psicologia esportiva é um dos principais trunfos para

alcançar o topo e, principalmente, se manter lá.

 

A terapia na vida de Rebeca Andrade e Rayssa Leal

Campeã mundial e medalhista olímpica da ginástica

artística, Rebeca começou a terapia aos 13 anos, quando a

prática já fazia parte das iniciativas da equipe multidisciplinar

do Comitê Olímpico Brasileiro. “Eu seria uma pessoa

totalmente diferente [se não tivesse feito terapia]. Teria mais

medo, mais dúvida, mais inseguranças, porque, ao mesmo

tempo que eu me conheci dentro da ginástica, me conheci

na vida”, contou Rebeca em entrevista ao UOL.

[...]

á nas pistas de skate, Rayssa Leal despontou para o

mundo muito cedo. Aos 15 anos, já acumula diversos títulos

e uma medalha olímpica. O sucesso precoce, porém, teve

grande impacto na vida de Fadinha. Quem a vê nas

competições, tão segura de si, nem imagina o que acontece

por trás.

“Eu tinha muito medo dos campeonatos, de ‘ai, se eu não

me dar bem’. Outras várias coisas, dos obstáculos serem

altos... Sei que consigo jogar, mas minha mente acaba

falando ‘ai, não tenta’. Ela [psicóloga esportiva Gissele Serra

Angeliéri] vai me ajudando a meio que desbloquear isso”,

disse ao Olympics.com. “Foi uma das melhores coisas para

mim como atleta, porque sou muito novinha e tudo

aconteceu muito rápido. A ajuda dela e da minha equipe foi

essencial para mim”.

 

Saúde mental no futebol

Na final da Copa Libertadores 2024, uma cena chamou a

atenção: o agradecimento de Jhon Arias à Emily Gonçalves,

psicóloga do Fluminense, após a conquista do título.

“Obrigado por tudo. Você me faz ser o que eu sou hoje”,

disse o jogador de 26 anos.

A saúde mental no futebol, porém, ainda é um tema

delicado, especialmente no masculino. Segundo um

levantamento do site Trivela de setembro de 2023, apenas

dos 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro

tinham psicólogos em suas equipes. No entanto, o processo

de mudança, ainda que gradual, vem acontecendo a

exemplo dos demais esportes olímpicos, também com os

testemunhos de jovens atletas que resolvem falar sobre o

assunto publicamente.

Arias foi um dos exemplos, assim como Richarlyson no

ano passado. Vivendo uma temporada difícil no Tottenham e

na seleção brasileira, o atacante foi flagrado chorando no

banco do Brasil após ser substituído no jogo contra a Bolívia

pelas Eliminatórias. Ao final daquela Data Fifa, ele disse que

planeja trabalhar com um terapeuta para tratar essas

questões.

“Agora eu sei o peso que o Ronaldo [Nazário, o

"Fenômeno"] carregou, que outros grandes jogadores que

vestiram essa camisa carregaram. Porque quando se veste

a camisa nove, é sinônimo de gol. E você tem que estar

preparado para vesti-la, porque a pressão é muito grande”,

afirmou ao Olympics.com.

ZALCMAN, Fernanda. Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Iga Swiatek e outros: a saúde mental como legado da nova geração. Olympics. Disponível em: https://www.olympics.com/pt/noticias/rebeca-rayssa-leal-iga-swiatek-saude-mental-legado-nova-geracao. Acesso em 19/11/2025. Adaptado.

Pode-se afirmar, a partir da leitura do Texto II, que:
 

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