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De piada em jornal a termo universal: como “OK” se tornou a palavra mais falada do mundo
Por Emily Santos
Seja em uma conversa entre amigos, na tela de um computador ou em uma troca de
mensagens no celular, há uma expressão que ultrapassa quase todas as barreiras linguísticas:
“OK”. Curta, simples e reconhecida em diferentes partes do mundo, a palavra se tornou um
símbolo universal de concordância e confirmação.
Embora existam mais de 7 mil idiomas vivos catalogados atualmente, o “OK” conseguiu o
feito raro de ser incorporado a idiomas de diferentes partes do mundo. Para o linguista
norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro
“OK”, a expressão é “a invenção mais sensacional da língua inglesa”, superando em alcance
qualquer outra criação literária ou linguística.
Diferente do que muitos podem imaginar, o “OK” não nasceu de uma raiz etimológica
profunda, mas de uma brincadeira editorial em Boston, nos Estados Unidos, em março de 1839.
Naquela época, era comum que jornais utilizassem siglas e abreviações para criar termos lúdicos
e, muitas vezes, grafados de forma propositalmente incorreta.
O registro histórico mais aceito aponta que o termo surgiu como uma abreviação de
“all correct” (tudo certo), mas escrita como “oll korrect”. O “O.k.” apareceu pela primeira vez no
jornal Boston Morning Post inserido em uma lista de siglas que incluía termos hoje esquecidos.
“O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular.
Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como
uma brincadeira, a se tornar tão importante”, afirmou o pesquisador.
(Disponível em: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2026/07/18/de-piada-em-jornal-a-termo-universal-como-ok-se-tornou-a-palavra-mais-falada-do-mundo.ghtml – texto especialmente adaptado para esta prova).
Analise as assertivas a seguir considerando o trecho abaixo:
“Para o linguista norte-americano Allan Metcalf, autor de um estudo detalhado sobre o tema que resultou no livro ‘OK’, a expressão é ‘a invenção mais sensacional da língua inglesa’ [...]” (l. 06–08).