Leia o texto a seguir para responder à questão.
Os amigos invisíveis
Os amigos não precisam estar ao lado
para justificar a lealdade. Mandar relatórios do
que estão fazendo para mostrar preocupação.
Os amigos são para toda a vida, ainda que
não estejam conosco a vida inteira.
Temos o costume de confundir amizade
com onipresença, e exigimos que as pessoas
estejam sempre por perto, de plantão.
Amizade não é dependência, submissão.
Não se tem amigos para concordar na íntegra,
mas para revisar os rascunhos e duvidar da letra.
É independência, é respeito, é pedir uma opinião
que não seja igual, uma experiência diferente.
Se o amigo desaparece por semanas,
imediatamente se conclui que ele ficou chateado
por alguma coisa. Diante de ausências mais
longas e severas, cobramos telefonemas e visitas.
E já se está falando mal dele por falta de notícias.
Logo dele que nunca fez nada de errado!
O que é mais importante: a proximidade
física ou a afetiva? A proximidade física nem
sempre é afetiva. Amigo pode ser um álibi ou
cúmplice ou um bajulador ou um oportunista,
ambicionando interesses que não o da simples
troca e convívio. (...)
Os amigos são próprios de fases: da rua,
do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da
faculdade, do futebol, da poesia, do emprego, da
dança, dos cursos de inglês, da capoeira, da
academia. Significativos em cada etapa de
formação. Não estão na nossa frente diariamente,
mas estão em nossa personalidade, determinado,
de forma perceptível, as nossas atitudes.
Quantas juras foram feitas em bares a
amigos bêbados e trôpegos?
Amigo é o que fica depois da ressaca. É
glicose no sangue. A serenidade.
CARPINEJAR, Fabrício. Os amigos invisíveis. 4
crônicas sobre amizade. Disponível em
<https://www.refletirpararefletir.com.br/4-cronicassobre-amizade-fabricio-carpinejar>.
Assinale a alternativa que apresenta a figura de linguagem que ocorre na expressão acima.
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