No final do capítulo VII do livro O homem que
calculava, obra de Júlio César de Mello e Souza (Malba Tahan),
um mistério é apresentado a Beremiz, matemático e protagonista
da história. Trata-se de uma dívida de 50 reais que foi paga da
seguinte forma, em dias diferentes: foram pagos 20 reais, depois
15, depois 10 e por último 5 reais. A soma dos valores pagos é
igual a 50, e, nesse caso, a soma dos saldos devedores respectivos
aos valores pagos — 30, 15, 5 e 0 — também é igual a 50.
Trata-se de uma situação, da história recente da matemática,
propícia para ser implementada em sala de aula, pois podem ser
feitas generalizações ou variações do problema, para se
trabalharem determinados conteúdos de matemática. Em uma
atividade de sala de aula acerca de polinômios e equações de
primeiro grau, utilizando-se essa perspectiva e tendo-se essa obra
como base, é possível generalizar a forma como a dívida é paga
em quatro parcelas positivas — a, b, c e d — e concluir, por meio
de manipulações algébricas elementares, que,