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4184164 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: FUNDATEC
Orgão: Pref. São Martinho-RS

Nem toda dor de cabeça é igual, saiba quando procurar um médico

Por Bianca Queiroz

A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por

isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um

incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo.

Segundo o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, alguns sintomas

não devem ser negligenciados. “Os principais sinais de alerta das dores de cabeça são início

súbito e intenso, podendo ser relatada como a pior da vida, acordar durante a noite por causa

da dor, mudança de padrão, presença de febre, convulsões, confusão mental ou sinais

neurológicos como fraqueza, visão dupla ou fala enrolada”, explica. A neurologista Natalia Nasser

Ximenes, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, reforça que mudanças no padrão são um divisor

importante. “A dor de cabeça deixa de ser comum quando mudam as características, como

aumento da frequência, intensidade ou quando se torna resistente aos tratamentos habituais”,

afirma.

Nem sempre a intensidade isolada define a gravidade. O contexto da dor de cabeça é o que

mais importa. Entre os principais sinais de alerta estão:

• Dor súbita e intensa;

• Mudança no padrão habitual;

• Dor associada ___ febres ou sintomas neurológicos;

• Início após os 50 anos;

• Crises convulsivas ou perda de consciência.

Taya alerta que a localização da dor nem sempre indica risco, mas outros fatores sim. “A

persistência da dor com evolução progressiva e a presença de sinais neurológicos focais são os

principais indicativos de maior gravidade”, destaca. Já Natalia enfatiza ___ urgência nesses

casos. “Quando a dor de cabeça é de início súbito, atinge rapidamente o pico ou vem associada

a sintomas como alteração visual, fala ou força, é fundamental procurar avaliação médica”,

orienta.

Ignorar os sinais pode atrasar diagnósticos importantes. De acordo com os especialistas,

qualquer sinal de alerta já é motivo suficiente para buscar atendimento, especialmente em

pronto-socorro. “Alguns casos podem exigir e....ames de imagem para excluir condições mais

graves, como sangramentos intracranianos, infecções ou tumores”, explica Taya. Além disso, a

frequência também importa. “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um

indicativo para investigação neurológica”, completa o especialista.

Um dos maiores problemas é a banali....ação da dor de cabeça. Muitas pessoas recorrem

diretamente a analgésicos sem investigação adequada, o que pode piorar o quadro. “Um erro

comum é acreditar que a maioria das dores está ligada ___ visão, pressão alta ou sinusite, o que

atrasa a procura por um neurologista”, afirma o neurologista.

Outro risco é o uso e....essivo de medicamentos. O uso frequente de analgésicos pode

causar efeito rebote, aumentando a frequência e a intensidade da dor. O erro mais comum é

achar que sentir dor de cabeça é normal e abusar de analgésicos. Esse comportamento é

extremamente prejudicial, principalmente em casos recorrentes.

No fim das contas, tratar a dor de cabeça como algo sempre inofensivo é um risco. Observar

padrões, intensidade e sintomas associados pode ser o que separa um desconforto comum de

um problema que exige atenção imediata

(Disponível em: www.metropoles.com/saude/dor-de-cabeca-pode-indicar-algo – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação ao texto, analise as assertivas abaixo:

I. O texto defende que dores de cabeça devem preocupar só quando estiverem associadas à febre.
II. As falas dos especialistas ajudam a reforçar a confiabilidade das informações apresentadas no texto.
III. Uma das recomendações do texto é o uso frequente de analgésicos para evitar consultas médicas.


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