A evolução dos vertebrados terrestres foi marcada
por diversas adaptações fisiológicas, incluindo a complexidade
do sistema circulatório. A transição de um coração bicavitário e
circulação simples para um coração tetracavitário e circulação
dupla nos mamíferos e aves otimizou o transporte de oxigênio
e nutrientes, segregando completamente o sangue arterial do
venoso. Tal arranjo, contudo, é funcionalmente menos eficiente
para a homeotermia em ambientes aquáticos de baixa
temperatura, onde a perda de calor é significativamente maior e
a troca direta de gases pela pele se torna prioritária em vez da
circulação pulmonar.