Eu estava no meu quarto após o almoço, lendo o capítulo V da
Epístola de Tiago porque eu ia falar das raízes bíblicas da unção dos
doentes durante a hora da família, quando ouvi os sons. Pancadas
pesadas e rápidas na porta talhada à mão do quarto dos meus pais.
Imaginei que a porta estava emperrada e que Papa estivesse
tentando abri-la. Se imaginasse aquilo sem parar, talvez virasse
verdade. Eu me sentei, fechei os olhos e comecei a contar. Contar
fazia o tempo passar um pouco mais rápido, fazia com que não
fosse tão ruim. Às vezes, acabava antes de eu chegar ao número
vinte. Eu já estava no dezenove quando o som parou. Ouvi a porta
se abrindo. Os passos de Papa na escada pareceram mais pesados,
mais desajeitados do que o normal.
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Hibisco Roxo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.39.
No trecho, a expressão “à mão” em “porta talhada à mão” apresenta acento grave indicativo de crase. Nesse contexto, seu uso se justifica pela(o)
ADICHIE, Chimamanda Ngozi. Hibisco Roxo. São Paulo: Companhia das Letras, 2011, p.39.
No trecho, a expressão “à mão” em “porta talhada à mão” apresenta acento grave indicativo de crase. Nesse contexto, seu uso se justifica pela(o)