Homem, 72 anos, com história de hipertensão arterial sistêmica, diabetes melito tipo 2, doença arterial coronária prévia e tabagismo ativo, em uso de AAS 100 mg/dia, atorvastatina 40 mg/dia, enalapril 20 mg/dia e metformina 1.500 mg/dia, foi submetido há quatro semanas a angiografia coronária diagnóstica por via femoral, com necessidade de uso de introdutor longo, múltiplas manipulações e trocas de cateteres devido à tortuosidade aortoilíaca importante. Recebeu alta sem intercorrências imediatas. Duas semanas após o procedimento, iniciou quadro de dor abdominal difusa, mialgia em membros inferiores e piora progressiva da função renal. Evoluiu com redução do débito urinário, livedo reticular em membros inferiores e coloração arroxeada em pododáctilos, apesar de pulsos periféricos ainda palpáveis. Exames laboratoriais demonstram o seguinte:
• Hemoglobina 11,5 g/dL (VR: 12,1-16,0);
• Leucócitos 12.240/mm³ (VR: 3.600-11.000);
• Segmentados: 5.400/mm³ (44,1%) (VR: 45-70%);
• Eosinófilos: 3.840/mm³ (31,4%) (VR: 0-6%);
• Basófilos: 550/mm³ (4,5%) (VR: 0-4%);
• Linfócitos: 1.800mm³ (14,7%) (VR: 20-50%);
• Monócitos 650/mm³ (5,3%) (VR: 2-10%);
• Plaquetas: 200.000/mm³ (VR: 150.000-400.000);
• Creatinina: 3,8 mg/dL (VR: 0,7-1,3 mg/dL);
• Ureia: 94 mg/dL (VR: 14-45 mg/dL);
• CPK: 150 U/L (VR: 26-190 U/L).
Com base no quadro clínico apresentado, qual é o diagnóstico mais provável?