Mulher de 34 anos, G2P2, comparece à consulta com queixa de corrimento transvaginal persistente há 6 semanas associado a sangramento pós-coital, dispareunia profunda e discreta dor pélvica crônica. Nega febre. Refere tratamento prévio, em outro serviço, com azitromicina dose única e posteriormente ceftriaxona + doxiciclina, sem melhora clínica. Relata vida sexual ativa, parceiro fixo há 1 ano, nega infecções sexualmente transmissíveis prévias conhecidas.
Não faz uso de contraceptivos hormonais, mas usa dispositivo intrauterino (DIU) há 4 anos. Exame ginecológico revela colo uterino hiperemiado, friável, com secreção mucopurulenta, sangramento fácil ao toque e ausência de lesões ulceradas. Toque bimanual sem sinais de doença inflamatória pélvica. Exames realizados: Teste de Amplificação de Ácidos Nucleicos (NAAT) para Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae: negativos. Teste rápido para HIV e sífilis: negativos. Bacterioscopia vaginal: microbiota mista, sem critérios para vaginose bacteriana. Citologia oncótica: negativa para malignidade.
Diante da persistência dos sintomas e da falha terapêutica, o agente etiológico mais provável e a conduta mais adequada nesse caso são: