Em uma unidade de terapia intensiva cardiológica de um hospital de ensino, a enfermeiraassistente discorda da prescrição médica de limitação de visitas a uma paciente com disfunção ventricular grave, internada há 38 dias, em cuidados paliativos integrados, e com manifestações de sofrimento existencial acentuado. A equipe médica, amparada na Resolução CFM nº 1.995/2012, argumenta pela restrição como estratégia de contenção emocional e preservação da estabilidade hemodinâmica. A enfermeira, por sua vez, fundamenta sua posição na Política Nacional de Humanização (Portaria GM/MS nº 1.820/2009), na Resolução COFEN nº 564/2017 e em evidências clínicas que indicam benefícios da presença familiar para a modulação neurofisiológica do estresse. Considerando a tensão entre decisões técnicoassistenciais, os princípios da bioética clínica, e os fundamentos das práticas integrativas centradas no paciente crítico, qual conduta representa maior aderência técnico-normativa e epistêmica?