Um paciente de 18 meses de vida, encaminhado para consulta ambulatorial com o alergista um mês após internação em terapia intensiva. A família levou relatório o qual atestava que a criança apresentou episódio grave, súbito, de vômitos incoercíveis, duas horas após tomar iogurte de morango. Evoluiu, seis horas depois, para diarreia líquida e intensa. Havia dado entrada no pronto atendimento com letargia, palidez, desidratação grave e respiração compatível com acidose metabólica. Foi imediatamente encaminhado à terapia intensiva, e foram realizadas reposição volêmica agressiva e diversos exames, a fim de comprovar quadro de sepse, mas que apresentaram resultados negativos. Em 48 horas, houve recuperação total. A criança recebeu alta hospitalar com o diagnóstico de alergia a leite e foi encaminhada ao especialista. Na consulta ambulatorial, estava muito bem, com desenvolvimento pondero-estatural normal para a idade. Não havia antecedentes atópicos. Foi amamentada no seio materno até os 15 meses de vida. Não havia registro de outros antecedentes de morbidade.
Qual o raciocínio médico mais adequado para essa situação?