A obra “A Redenção de Cã” (1895), de Modesto Bro-cos, articula, em sua tessitura imagética, um com-plexo jogo de significações que dialoga intertextual-mente com a narrativa bíblica da maldição de Cã (Detalhes sobre a história bíblica da Maldição de Cã. Na história do Gênesis (7:21), Cã se apresenta como um dos três filhos de Noé, salvos do dilúvio por Javé. Segundo as escrituras, Cã viu Noé bêbado e nu em sua tenda e, em vez de cobri-lo, foi chamar os irmãos Sem e Jafé. Os irmãos ficaram constrangidos e co-briram o pai. Envergonhados, se mantiveram de costas para não verem sua nudez. Ao recobrar a so-briedade, Noé soube do ocorrido e amaldiçoou Cã e seus descendentes, determinando que fossem escra-vos.), ao mesmo tempo em que se insere no horizonte ideológico do cientificismo racial do século XIX.

Considerando a disposição das personagens, a gestualidade e a construção simbólica da cena, assinale a alternativa que melhor traduz a estratégia discursivo-visual da obra: