Por muito, tempo o conceito de saúde esteve limitado à
ideia de “ausência de doenças”. Na tentativa de superar essa
questão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu saúde
como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e
não apenas a ausência de doença ou enfermidade”. Para Palma
(2001; 2020), essa definição, em que pese parecer um avanço,
não o é. Inicialmente, há uma dificuldade em se definir “bem-estar”. Além disso, “completo” dá a ideia de acabado, que não
falta parte ou elemento. Em outras palavras, seria impossível
ter saúde por tal definição. Ademais, o marcador da “ausência
de doenças” continua presente. Para romper, de fato, com essas
posições, o autor se apoia em Minayo (1992), ao considerar a
saúde como um direito à cidadania. Nesse sentido, entende-se
que a saúde é: