Dentre outras coisas, a Biologia do Esporte
informa de maneira clara, mas cientificamente
fundamentada, acerca dos efeitos da atividade física
e do treinamento esportivo sobre o corpo humano.
Problemas cotidianos como dor muscular, cãibras
musculares, dor de lado, ponto morto, entre outros,
são tão amplamente discutidos quanto os
fenômenos de adaptação dos diferentes sistemas
orgânicos ao treinamento esportivo. A respeito das
dimensões biológicas aplicadas ao esporte, examine
os itens abaixo e identifique a alternativa correta:
I. Cãibras musculares são contrações súbitas, involuntárias e dolorosas de um músculo ou grupo muscular, afetando frequentemente os membros inferiores. Embora frequentemente idiopáticas, as cãibras musculares podem ser desencadeadas por desidratação, desequilíbrios eletrolíticos, medicamentos, esforço excessivo e diversas condições médicas, como doença vascular periférica, gravidez, radiculopatia e distúrbios neurológicos ou metabólicos;
II. A “síndrome do coração de atleta” refere-se a um espectro de alterações morfológicas, funcionais e regulatórias que ocorrem em pessoas que praticam atividade física intensa, regular e prolongada, podendo ser caracterizado por aumento da massa, das dimensões da cavidade e da espessura da parede, com função sistólica e diastólica pelo menos normal. Os fatores fisiológicos dessa remodelação são diversos e não totalmente conhecidos, mas dependem de muitas propriedades não modificáveis dos atletas e do tipo de exercício, incluindo o tipo e a duração da atividade física, além de fatores ambientais e genéticos;
III. A variação dos hormônios ovarianos durante a menstruação, certamente impacta o desempenho físico em mulheres com ciclo regular e fisicamente ativas. Ocorre uma queda fisiológica significativa e comprovada no desempenho físico das mulheres, razão pela qual atletas do sexo feminino apresentam redução inevitável da capacidade atlética durante a fase menstrual, em especial de exercícios com características de baixa intensidade e curta duração;
IV. Durante a realização de exercício físico em ambientes com elevada temperatura, “stress” térmico, ocorre redução da sobrecarga cardiovascular e diminuição da temperatura corporal central, uma vez que os mecanismos termorregulatórios promovem menor ativação do sistema cardiovascular e reduzem a produção metabólica de calor, favorecendo a manutenção da homeostase térmica e a melhora do desempenho físico;
V. O abuso indiscriminado da carga de treinamento na criança e no adolescente é prejudicial para o crescimento e para o desenvolvimento geral e harmônico dos mesmos. Pode-se ocasionar retardos e certos desajustes morfofuncionais e psicológicos que em sua maioria podem desaparecer quando se rebaixa as cargas do trabalho físico, mas, por atuarem de modo crônico e intenso, podem frustrar a dotação genética do desenvolvimento final de um talento desportivo;
VI. A herdabilidade de uma característica é geralmente considerada uma estimativa da importância dos fatores genéticos para essa característica. Por exemplo, a herdabilidade do status atlético (independentemente do esporte) é estimada em 66%. A altura, que é crucial para o sucesso em alguns esportes, é altamente herdável, com cerca de 80% da variação devida a fatores genéticos. O tipo físico (ter somatótipo mesomórfico ou ectomórfico) também é altamente herdável. Esses somatótipos são classicamente associados ao status de atleta de força ou resistência, respectivamente;
I. Cãibras musculares são contrações súbitas, involuntárias e dolorosas de um músculo ou grupo muscular, afetando frequentemente os membros inferiores. Embora frequentemente idiopáticas, as cãibras musculares podem ser desencadeadas por desidratação, desequilíbrios eletrolíticos, medicamentos, esforço excessivo e diversas condições médicas, como doença vascular periférica, gravidez, radiculopatia e distúrbios neurológicos ou metabólicos;
II. A “síndrome do coração de atleta” refere-se a um espectro de alterações morfológicas, funcionais e regulatórias que ocorrem em pessoas que praticam atividade física intensa, regular e prolongada, podendo ser caracterizado por aumento da massa, das dimensões da cavidade e da espessura da parede, com função sistólica e diastólica pelo menos normal. Os fatores fisiológicos dessa remodelação são diversos e não totalmente conhecidos, mas dependem de muitas propriedades não modificáveis dos atletas e do tipo de exercício, incluindo o tipo e a duração da atividade física, além de fatores ambientais e genéticos;
III. A variação dos hormônios ovarianos durante a menstruação, certamente impacta o desempenho físico em mulheres com ciclo regular e fisicamente ativas. Ocorre uma queda fisiológica significativa e comprovada no desempenho físico das mulheres, razão pela qual atletas do sexo feminino apresentam redução inevitável da capacidade atlética durante a fase menstrual, em especial de exercícios com características de baixa intensidade e curta duração;
IV. Durante a realização de exercício físico em ambientes com elevada temperatura, “stress” térmico, ocorre redução da sobrecarga cardiovascular e diminuição da temperatura corporal central, uma vez que os mecanismos termorregulatórios promovem menor ativação do sistema cardiovascular e reduzem a produção metabólica de calor, favorecendo a manutenção da homeostase térmica e a melhora do desempenho físico;
V. O abuso indiscriminado da carga de treinamento na criança e no adolescente é prejudicial para o crescimento e para o desenvolvimento geral e harmônico dos mesmos. Pode-se ocasionar retardos e certos desajustes morfofuncionais e psicológicos que em sua maioria podem desaparecer quando se rebaixa as cargas do trabalho físico, mas, por atuarem de modo crônico e intenso, podem frustrar a dotação genética do desenvolvimento final de um talento desportivo;
VI. A herdabilidade de uma característica é geralmente considerada uma estimativa da importância dos fatores genéticos para essa característica. Por exemplo, a herdabilidade do status atlético (independentemente do esporte) é estimada em 66%. A altura, que é crucial para o sucesso em alguns esportes, é altamente herdável, com cerca de 80% da variação devida a fatores genéticos. O tipo físico (ter somatótipo mesomórfico ou ectomórfico) também é altamente herdável. Esses somatótipos são classicamente associados ao status de atleta de força ou resistência, respectivamente;