Nem toda dor de cabeça é igual, saiba quando procurar um médico
Por Bianca Queiroz
A dor de cabeça é uma das queixas mais comuns entre os brasileiros, e, justamente por
isso, muitas vezes é ignorada. Mas nem toda dor é igual. Em alguns casos, ela deixa de ser um
incômodo passageiro e passa a ser um verdadeiro sinal de alerta do organismo.
Segundo o neurologista Thiago Taya, do Hospital Brasília Águas Claras, alguns sintomas
não devem ser negligenciados. “Os principais sinais de alerta das dores de cabeça são início
súbito e intenso, podendo ser relatada como a pior da vida, acordar durante a noite por causa
da dor, mudança de padrão, presença de febre, convulsões, confusão mental ou sinais
neurológicos como fraqueza, visão dupla ou fala enrolada”, explica. A neurologista Natalia Nasser
Ximenes, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, reforça que mudanças no padrão são um divisor
importante. “A dor de cabeça deixa de ser comum quando mudam as características, como
aumento da frequência, intensidade ou quando se torna resistente aos tratamentos habituais”,
afirma.
Nem sempre a intensidade isolada define a gravidade. O contexto da dor de cabeça é o que
mais importa. Entre os principais sinais de alerta estão:
• Dor súbita e intensa;
• Mudança no padrão habitual;
• Dor associada ___ febres ou sintomas neurológicos;
• Início após os 50 anos;
• Crises convulsivas ou perda de consciência.
Taya alerta que a localização da dor nem sempre indica risco, mas outros fatores sim. “A
persistência da dor com evolução progressiva e a presença de sinais neurológicos focais são os
principais indicativos de maior gravidade”, destaca. Já Natalia enfatiza ___ urgência nesses
casos. “Quando a dor de cabeça é de início súbito, atinge rapidamente o pico ou vem associada
a sintomas como alteração visual, fala ou força, é fundamental procurar avaliação médica”,
orienta.
Ignorar os sinais pode atrasar diagnósticos importantes. De acordo com os especialistas,
qualquer sinal de alerta já é motivo suficiente para buscar atendimento, especialmente em
pronto-socorro. “Alguns casos podem exigir e....ames de imagem para excluir condições mais
graves, como sangramentos intracranianos, infecções ou tumores”, explica Taya. Além disso, a
frequência também importa. “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um
indicativo para investigação neurológica”, completa o especialista.
Um dos maiores problemas é a banali....ação da dor de cabeça. Muitas pessoas recorrem
diretamente a analgésicos sem investigação adequada, o que pode piorar o quadro. “Um erro
comum é acreditar que a maioria das dores está ligada ___ visão, pressão alta ou sinusite, o que
atrasa a procura por um neurologista”, afirma o neurologista.
Outro risco é o uso e....essivo de medicamentos. O uso frequente de analgésicos pode
causar efeito rebote, aumentando a frequência e a intensidade da dor. O erro mais comum é
achar que sentir dor de cabeça é normal e abusar de analgésicos. Esse comportamento é
extremamente prejudicial, principalmente em casos recorrentes.
No fim das contas, tratar a dor de cabeça como algo sempre inofensivo é um risco. Observar
padrões, intensidade e sintomas associados pode ser o que separa um desconforto comum de
um problema que exige atenção imediata
(Disponível em: www.metropoles.com/saude/dor-de-cabeca-pode-indicar-algo – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “Mais de quatro dias de dor de cabeça por mês já pode ser um indicativo para investigação neurológica”, a classificação do substantivo “investigação” é: