Na região da Foz do Rio São Francisco, entre os estados de Alagoas e de Sergipe, a dinâmica entre canais fluviais permanentes, lagoas marginais e trechos de restinga e semiárido adjacente abriga vertebrados com diferentes graus de dependência hídrica. Peixes dulcícolas, como o pintado (Pseudoplatystoma corruscans), permanecem restritos ao ambiente aquático; anuros, como o sapo-cururu (Rhinella jimi), utilizam ambientes terrestres úmidos, mas mantêm reprodução dependente de água; já répteis, como o teiú (Salvator merianae), apresentam maior independência hídrica e ocupam ambientes mais secos do semiárido. Esse gradiente ecológico reflete etapas distintas do processo evolutivo de conquista do ambiente terrestre pelos vertebrados.
Nesse contexto, a inovação anatômico-funcional determinante para essa transição evolutiva corresponde a/ao