O texto seguinte foi publicado pela revista “Superinteressante” como resposta à dúvida de um leitor sobre o nível de complexidade das línguas.
A complexidade de uma língua tem a ver com
o número de palavras?
NÃO. Até porque um falante nativo usa uma fração minúscula do vocabulário da sua língua: o brasileiro médio sabe algo entre mil e 2 mil palavras, enquanto a 1a edição do dicionário Aurélio, de 1987, tinha 115 mil verbetes. Não existem línguas objetivamente mais complexas – apenas idiomas mais ou menos fáceis de aprender em relação a outros. Temos mais facilidade com o francês, por exemplo, do que com o japonês – já que a gramática, o vocabulário e a prosódia (musicalidade) dos francófonos é mais parecida com a nossa.
No texto, a palavra “objetivamente” é usada para indicar que