O psicólogo hospitalar é solicitado para avaliar L., 59 anos, internado na enfermaria ortopédica após fratura complexa de tíbia e fíbula decorrente de acidente automobilístico. No quinto dia de pósoperatório, L. apresenta quadro persistente de dor intensa, acompanhado de apreensão quanto ao prognóstico funcional e à possibilidade de limitações permanentes. Demonstra resistência às sessões de fisioterapia, com verbalizações de catastrofização e medo de agravamento do quadro. Durante a entrevista, emergem referências a morte de um irmão e o longo adoecimento da mãe, elementos que parecem potencializar sua vulnerabilidade emocional no cenário atual de hospitalização.
Considerando a multideterminação entre dor, luto, ansiedade e adesão à reabilitação, a conduta psicológica mais adequada consiste em: