O Brasil produz ciência em escala significativa, mas ainda não a converte em capacidade produtiva: tecnologias promissoras permanecem presas entre o laboratório e o mercado enquanto a economia global acelera em direção à energia limpa, a materiais avançados e à biotecnologia. Nesse contexto, a gestão estratégica da inovação não se limita à execução de planos lineares − ela orquestra ecossistemas, conectando ciência, mercado e política pública por meio de governança colaborativa e aprendizado contínuo. A equidade racial e de gênero, nesse cenário, é tratada não como pauta moral periférica, mas como pilar estratégico: equipes racialmente diversas ampliam o repertório cognitivo, reduzem vieses em processos científicos e tecnológicos e produzem decisões mais éticas diante de problemas complexos. Ignorar as desigualdades raciais e de gênero no planejamento restringe quem pode criar, liderar e transformar conhecimento em aplicação prática. A inovação sustentável exige que a equidade seja organizada como prática de gestão e medida por indicadores de representatividade, liderança e oportunidades − e não tratada como variável acessória. Reindustrializar é também redistribuir poder e oportunidade: inovação e equidade integram a mesma estratégia de transformar conhecimento em soberania produtiva e diversidade em inteligência coletiva. Com base no contexto apresentado, assinale a alternativa correta:
Questão presente nas seguintes provas
50 Questões
50 Questões
50 Questões
50 Questões
50 Questões