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Jaqueline Góes
A biomédica baiana Jaqueline Góes de Jesus ganhou
projeção internacional ao integrar a equipe que, em
2020, sequenciou o genoma do SARS-CoV-2 apenas 48
horas após a confirmação do primeiro caso de covid-19
no Brasil. Anos antes, ela já havia participado do
sequenciamento do vírus da zika, contribuindo para o
monitoramento genético da epidemia que afetou
milhares de famílias no país. Especialista em vigilância
genômica, Jaqueline atua na linha de frente da ciência
que identifica, rastreia e compreende a evolução de
vírus, informação essencial para orientar políticas
públicas e estratégias de controle.
Sua trajetória é marcada tanto pela excelência
acadêmica quanto pelo impacto simbólico: mulher negra
e nordestina na ciência, tornou-se referência para novas
gerações ao ocupar espaços historicamente pouco
diversos na pesquisa biomédica. Com formação pela
Universidade Federal da Bahia e doutorado pelo Instituto
Gonçalo Moniz, da Fiocruz Bahia, Jaqueline combina
rigor científico e compromisso social, defendendo a
importância do investimento contínuo em ciência para
que o Brasil responda com agilidade a futuras
emergências sanitárias.
Celina Turchi
A epidemiologista brasileira Celina Turchi ganhou reconhecimento internacional ao liderar a equipe que
estabeleceu a relação entre a infecção pelo vírus da zika
durante a gestação e o aumento de casos de
microcefalia no Brasil, em 2015. À frente de um grupo
multidisciplinar ligado à Fiocruz (Fundação Oswaldo
Cruz), Celina coordenou pesquisas que foram decisivas
para alertar a comunidade científica e a Organização
Mundial da Saúde sobre a gravidade da epidemia. Seu
trabalho ajudou a orientar protocolos clínicos, estratégias
de vigilância e políticas públicas de saúde em um
momento crítico.
Com formação em medicina e doutorado em saúde
pública, Celina construiu uma carreira dedicada ao
estudo de doenças infecciosas e à resposta a
emergências sanitárias. Reconhecida pela revista Time
como uma das pessoas mais influentes do mundo em
2016, ela se tornou símbolo da capacidade da ciência
brasileira de responder rapidamente a crises globais,
aliando rigor científico, articulação internacional e
compromisso com a saúde pública.
Quarraisha Abdool Karim
A epidemiologista sul-africana Quarraisha Abdool Karim
é uma das maiores autoridades mundiais em HIV/Aids.
Professora na University of KwaZulu-Natal e
pesquisadora associada à Columbia University, ela
liderou estudos decisivos sobre prevenção da infecção
em mulheres jovens na África Subsaariana − grupo
historicamente mais vulnerável ao vírus. Seu trabalho foi
fundamental para demonstrar a eficácia de microbicidas
vaginais à base de antirretrovirais, ampliando as
estratégias de prevenção sob controle feminino e
influenciando políticas globais de saúde.
Com uma trajetória marcada pela ciência aplicada à
realidade social, Quarraisha também atuou como
presidente da The World Academy of Sciences,
reforçando a importância da pesquisa produzida no Sul
Global. Ao longo de décadas, ela tem defendido que
combater epidemias exige não apenas inovação
biomédica, mas também enfrentamento das
desigualdades de gênero e acesso à informação. Seu
legado une excelência científica e compromisso com
justiça social, mostrando como a pesquisa pode
transformar vidas em larga escala.
Jane Catherine
Ngila
A química analítica queniana Catherine Ngila é
referência internacional em monitoramento ambiental e
qualidade da água. Sua pesquisa se concentra no
desenvolvimento de métodos sensíveis para detectar
poluentes − como metais pesados e contaminantes
orgânicos − em rios, solos e sistemas urbanos. Ao
combinar química de precisão com desafios ambientais
concretos, Catherine contribui para políticas públicas
mais eficazes e para a proteção de comunidades
vulneráveis à contaminação hídrica.
Ao longo da carreira, ocupou posições de liderança
acadêmica na University of Johannesburg e integrou
organismos internacionais ligados à cooperação
científica. Defensora ativa da participação feminina nas
ciências exatas, ela também atua na formação de jovens pesquisadoras africanas, reforçando a importância da
diversidade na produção de conhecimento e na busca
por soluções sustentáveis para o continente.
[...]
(Disponível em:
https://vidasimples.co/sustentabilidade/oito-cientistas-mulheres-que-est
ao-mudando-o-mundo/. Acesso em: 04 mai. 2026. Adaptado.)
Primeira coluna: preposições em uso (destacadas)
1."já havia participado do sequenciamento do vírus da zika".
2."contribuindo para o monitoramento genético da epidemia".
3."estabeleceu a relação entre a infecção pelo vírus da zika durante a gestação e o aumento de casos de microcefalia no Brasil".
4."na busca por soluções sustentáveis para o continente".
Segunda coluna: sentidos/significados
( ) Denota posição intermediária, em sentido próprio ou figurado.
( ) Articula dois substantivos, servindo para caracterizar e definir uma pessoa ou coisa.
( ) Estabelece o sentido de finalidade.
( ) Denota o sentido de destinação.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
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