A ideia de que homens e mulheres deveriam ter igual direito
à educação e acessar uma educação escolar em comum em
instituições coeducativas é uma proposição arrojada no
Brasil do início do Século XX. Todavia, compondo o ideário
de uma escola unitária, a educação escolar comum entre
homens e mulheres era uma das bandeiras de setores
progressistas ligados à educação e à cultura brasileira
daquele período, o que redundou na publicação, assinada
por diversos intelectuais, entre eles Anísio Teixeira, de um
documento que circulou nos jornais no ano de 1932 no qual
se propunha a reconstrução da educação nacional. Tido
como marco na construção efetiva da escola pública
brasileira, o documento mencionado corresponde ao