José, 74 anos, portador de insuficiência cardíaca avançada (FEVE = 25%) e DPOC grave, é acompanhado pela equipe de Saúde da Família em regime de cuidado paliativo domiciliar.
Nos últimos dias, evoluiu com dispneia intensa em repouso, edema de membros inferiores e insônia devido à falta de ar.
A esposa relata grande sofrimento emocional e pergunta à médica:
“Doutora, ele vai morrer sufocado? Não tem algo mais forte pra ele dormir tranquilo até o fim?”
Na consulta, o paciente encontra-se consciente, orientado, com FR = 25 irpm, saturação = 92% em ar ambiente, uso de musculatura acessória. Diz:
“Não quero mais ser internado, só quero descansar em casa.”
Considerando princípios éticos, clínicos e legais no cuidado paliativo domiciliar, qual a conduta mais adequada?