A representação do gênero na escola pode ser descrita
como segue: trata-se de levar o aluno ao domínio do gênero, exatamente como este funciona (realmente) nas práticas
de linguagem de referência. Assim, estas últimas constituem,
senão uma norma a atingir de imediato, ao menos um ideal
que permanece como um alvo. Decorre daí que textos autênticos do gênero considerado entram tais e quais na escola.
Uma vez dentro desta, trata-se de (re)criar situações que devem reproduzir as das práticas de linguagem de referência,
com uma preocupação de diversificação claramente marcada. O que é visado é o domínio, o mais perfeito possível,
do gênero correspondente à prática de linguagem para que,
assim instrumentado, o aluno possa responder às exigências
comunicativas com as quais ele é confrontado.
(Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz.
Gêneros orais e escritos na escola, 2004)