Em uma Câmara Municipal, uma equipe interprofissional é
mobilizada para responder a uma crise institucional
envolvendo adoecimento psíquico de servidores. Enquanto
o setor jurídico demanda respostas imediatas para subsidiar
decisões administrativas, as áreas técnicas da saúde
sustentam a necessidade de tempo prolongado para
avaliação, escuta e acompanhamento. O impasse revela a
coexistência de temporalidades institucionais distintas no
interior da equipe. À luz das teorias sobre trabalho
interdisciplinar
em contextos públicos, a atuação
tecnicamente consistente do profissional de psicologia
nesse cenário é