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3928776 Ano: 2025
Disciplina: Pedagogia
Banca: INEP
Orgão: PND
 Educação após Auschwitz
Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios, a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece progressivamente o que é anticivilizatório. 
ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
Em uma aula de filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, o professor fez uma introdução ao pensamento de Theodor Adorno relacionando-o com o filme A onda (Die Welle, 2008). O filme retrata um experimento conduzido por um professor que, ao ensinar sobre autocracia, leva seus estudantes a vivenciarem um regime autoritário dentro da sala de aula. O grupo adota símbolos e comportamentos autoritários, mas o experimento sai do controle, revelando como o autoritarismo pode emergir em contextos democráticos. Alguns estudantes se identificaram com o filme e trouxeram relatos de comunidades das quais participam na internet, cujos discursos lembram os de grupos extremistas e radicais. Diante dessa situação, uma intervenção pedagógica vinculada ao pensamento de Adorno e que analise a adesão aos grupos extremistas é:
 

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