Os defensores da “nova questão social” partem do pressuposto de que as mudanças ocorridas no mundo capitalista contemporâneo, caracterizadas pelos impactos das inovações tecnológicas, pelo aparecimento de novas formas de pobreza e pelo posicionamento político da classe trabalhadora, marcam uma ruptura com a “antiga questão social”. Na contraposição dessa ideia, está a tese de que a questão social está elementarmente determinada pela relação capital/trabalho que, a depender dos diferentes momentos históricos e das variadas conjunturas sociais, assume novas expressões.
Nessa perspectiva, é correto afirmar que a questão social, em sua íntima vinculação com o processo de reprodução capitalista, reformula-se e redefine-se, mas permanece substantivamente a mesma, por tratar-se de uma questão