Acerca das afecções vasculares encefálicas na criança, assinale a opção correta.
Estima-se que crianças com doença falciforme apresentem um risco 250 vezes maior de sofrer um AVC do que a população geral de crianças; até os 20 anos de idade, em torno de 60% a 75% dessas pessoas terão pelo menos um episódio de AVE hemorrágico, com metade deste grupo tendo recorrência.
O acidente vascular encefálico (AVE) perinatal é mais comumente isquêmico, envolvendo no geral a artéria cerebral média; o quadro clínico mais frequente é de crises epilépticas focais ou generalizadas entre 12 horas e 72 horas de vida.
A trombose sinovenosa cerebral é responsável por 50% dos eventos cerebrovasculares em crianças e apresenta taxa de mortalidade superior a 70%; isso se deve ao menor calibre vascular, à maior prevalência de cardiopatias congênitas e de trombofilias, além da maior incidência de infecções de cabeça e pescoço nessa faixa etária.
No contexto infantojuvenil, o AVE hemorrágico tem apresentado, atualmente, como principais etiologias, as causas secundárias — anteriormente mais comuns apenas em adultos — tais como obesidade, hipertensão arterial e hipertrigliceridemia.
A tomografia computadorizada de crânio representa o método de escolha inicial para a avaliação das afecções vasculares na infância, em virtude da limitada cooperação das crianças para a realização de exames de maior complexidade, como a ressonância magnética.
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