A literatura de Hermann Scherchen (2005), ao tratar
da produção sonora nos instrumentos de sopro
madeira, estabelece uma analogia entre o fluxo de
ar e o uso do arco nos instrumentos de corda.
Assim como o arco pode ser distribuído em
diferentes comprimentos, pressões e velocidades,
o ar armazenado nos pulmões constitui a reserva
energética cuja administração determina
qualidade, direção e intensidade do som. Para
Scherchen, muitas imprecisões técnicas derivam
não da falta de ar, mas do uso indiferenciado do ar
disponível — especialmente em situações que
exigem distinção entre frase curta em piano, linha
longa cantabile, passagem rápida estridente ou
emissão em registros extremos.
No contexto da regência de banda ou orquestra de sopros, essa concepção implica que o gesto do regente não pode se limitar à marcação métrica, devendo traduzir, com precisão, a natureza do ataque (suave ou decisivo), a modulação sonora (legato, staccato, portato) e a gestão da energia respiratória subjacente à frase.
Considerando essa perspectiva técnico-estética, assinale a alternativa que melhor expressa as implicações da teoria de Scherchen (2005) para a prática regencial.
No contexto da regência de banda ou orquestra de sopros, essa concepção implica que o gesto do regente não pode se limitar à marcação métrica, devendo traduzir, com precisão, a natureza do ataque (suave ou decisivo), a modulação sonora (legato, staccato, portato) e a gestão da energia respiratória subjacente à frase.
Considerando essa perspectiva técnico-estética, assinale a alternativa que melhor expressa as implicações da teoria de Scherchen (2005) para a prática regencial.
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