O processo de adoecimento, especialmente em
doenças crônicas e incapacitantes, mobiliza
intensamente o aparelho psíquico do sujeito, exigindo
reestruturação das imagens de si, do corpo e do
futuro. Nesses casos, a adesão ao tratamento depende,
predominantemente, do grau de instrução do paciente
e da clareza técnica das orientações fornecidas pela
equipe médica, sendo secundária a influência das
condições subjetivas, culturais e relacionais que
estruturam sua vivência de doença e cuidado. A
Psicologia, nesse cenário, atua apenas como
facilitadora de comunicação entre médico e paciente.