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A IMPORTÂNCIA DA PALAVRA E O
VALOR DO SILÊNCIO
(1º§) O silêncio não é a negação da palavra,
como a palavra não é tampouco a negação do
silêncio. Eu penso que há silêncios eloquentes,
como há também palavras vãs. É,
precisamente, a continuidade entre um estado e
outro que forma a trama completa de nossa vida
do espírito.
(2º§) É na riqueza do nosso silêncio interior que
se forma a qualidade de nossas manifestações
verbais. Como é na riqueza de sua repercussão
no silêncio posterior que reside o sentido mais
profundo no nosso privilégio verbal.
(3º§) O homem é a única criatura que fala, que
raciocina. Mas é também a única que sabe dar
ao silêncio o seu sentido profundo. O silêncio
dos seres humanos, das pedras, das florestas,
dos animais, só tem sentido para nós, seres
verbais, que damos um significado positivo,
poético, filosófico, religioso a este silêncio das
coisas e dos seres infra-humanos. Como o
rumor de nossas palavras só tem sentido
porque nelas se reflete o mundo infinito que
está para lá de sua sonoridade, o mundo dos
sentimentos, das ideias e das grandes
realidades.
(4º§) A palavra e o silêncio formam uma
expressão que pode ser interpretada de
diversas maneiras. Em um sentido geral, a
palavra pode ser vista como um meio de
comunicação, enquanto o silêncio pode ser visto
como uma ausência de comunicação. Reflita
sobre as possibilidades de entender o sentido
da palavra e do silêncio.
(5º§) No entanto, a relação entre palavra e
silêncio é muito mais complexa do que isso. Em
alguns casos, acho que o silêncio pode ser mais
significativo do que as palavras, enquanto em
outros casos, as palavras podem ser mais
poderosas do que o silêncio. No entanto, a
relação entre palavra e silêncio é muito mais
complexa do que isso.
(6º§) Em um poema de Eugénio de Andrade, a
palavra e o silêncio são explorados em
profundidade. O poema começa assim: “A
palavra é um gesto que se faz no silêncio”. Essa
expressão sugere que a palavra e o silêncio
estão intimamente ligados.
(7º§) A palavra só pode ser ouvida porque
existe um silêncio ao seu redor. Além disso, o
silêncio pode ser visto e/ou entendido como
uma forma de comunicação em si mesmo.
(8º§) Às vezes, o silêncio pode ser mais
poderoso do que as palavras, pois pode
transmitir emoções e sentimentos que as
palavras não são capazes de expressar. É
importante entender ambos, em razão do que
cada qual pode transmitir por si somente.
(Tristão de Athayde - era o pseudônimo de Alceu de Amoroso Lima (1893-1983), editor, escritor, cronista e
crítico literário. Membro da Academia Brasileira de Letras.) – (Texto adaptado)
I – No (1º§), de forma bem evidente, percebe-se a ideia de que a palavra e o silencio não se opõem.
II – O período: “A palavra é um gesto que se faz no silêncio” – pode ser reescrito, sem alterar o sentido contextual, desta forma: “A palavra é um gesto que é feito no silêncio”.
III – A crase da expressão: “Às vezes” faz parte da própria expressão.
IV – Os pronomes: “alguns” e “outros” - são indefinidos variáveis em gênero e em número.
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