Magna Concursos
4149889 Ano: 2026
Disciplina: Português
Banca: AGATA
Orgão: Pref. São Félix Xingu-PA

Compare o texto 1 e 2 com o texto 3, abaixo, para responder a questão a seguir.

 

Texto 1.

 

Enchente Marabaense

 

Pense em uma cidadezinha quente todos os dias o sol é muito ardente às vezes, vem uma chuva para amenizar o clima, Mas o grande problema é quando a chuva vem em grande quantidade. Pois, ela castiga bastante a linda cidade muitos moradores são afetados. É.. precisam ser realocados as ruas ficam bastante alagadas. É.. várias pessoas ficam prejudicadas todos os anos ocorre é aquele corre-corre mudança daqui e mudança dali para tentar se abrigar em um determinado lugar seja na casa de amigos, parentes ou até nos abrigos. Quando o nível do rio começa a baixar é hora de começar organizar as coisas para retornar Porque lá é o meu lugar... Estou de volta para minha casa!

 

(PEREIRA, Gabriel R. In Moreira Yukari. Enterrem meus versos na curva daquele rio. Marabá: Ed. Do Autor, 2023, p.40. ADAPTADO

 

Texto 2.

 

Mortos e desaparecidos

 

Entre as cidades mais afetadas estão Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição; estado de calamidade pública e plano de contingência foram instaurados nos munícipios

 

As fortes chuvas que atingiram o estado de Minas Gerais nesta terça-feira (23) deixaram, até a última atualização, 53 mortos e 15 desaparecidos segundo informações do CBM-MG (Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais).

 

Entre as cidades mais afetadas estão, Juiz de Fora e Ubá, na Zona da Mata, onde os temporais provocaram enchentes, deslizamentos e destruição. Apenas em Juiz de Fora foram registradas 47 mortes relacionadas às ocorrências causadas pela chuva. Já em Ubá, município vizinho, seis pessoas morreram. De acordo com os Bombeiros, ambas as cidades também contabilizam famílias desabrigadas após a situação de calamidade.

 

A Defesa Civil do Estado de Minas Gerais comunicou que pelo menos 3 mil pessoas estão desabrigadas em diferentes bairros de Juiz de Fora. Em Ubá, o Rio do município registrou inundação histórica, atingindo o recorde de 7,82 metros. Equipes do Corpo de Bombeiros atuam nas duas cidades para auxiliar na ocorrência e ajudar nas buscas pelos desaparecidos.

 

A Cemig, companhia energética do estado, informa que cerca de 4.000 clientes permanecem sem energia em Juiz de Fora e locais próximos devido à forte chuva que atingiu a região na madrugada desta terça-feira (24).

 

Segundo a Defesa Civil de Ubá, choveu cerca de 170 milímetros em apenas três horas, provocando a maior inundação dos últimos anos. O município instaurou um plano de contingência, e uma sala de crise foi montada para coordenar as ações de emergência. Equipes atuam no atendimento às vítimas e na resposta aos chamados de desabamentos, enxurradas e enchentes.

 

O mesmo foi decretado em Juiz de Fora, a cidade entrou em estado de calamidade pública. De acordo com a prefeitura, o volume acumulado atingiu 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município.

 

Além disso, em razão das mortes, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), se manifestou e afirmou que está acompanhando de perto a situação nas regiões. De acordo com o Governo, será decretado luto oficial de três dias em todo o Estado. Além disso, o vice-governador Mateus Simões (PSD) se deslocou para a região, e ele e o coordenador Estadual de Defesa Civil sobrevoaram a região de Juiz de Fora no início da tarde desta terça-feira (23), para acompanhar o trabalho pessoalmente.

 

Diante da gravidade do cenário, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu alerta vermelho — o mais alto nível de severidade — para acumulado de chuva em áreas do Sudeste até a próxima sexta-feira (27). O aviso indica “grande perigo”, com previsão de volumes superiores a 60 milímetros por hora ou 100 milímetros por dia.

 

Segundo o instituto, há alto risco de novos alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos de encostas, especialmente em áreas vulneráveis. O alerta abrange regiões de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. Em Minas, estão sob aviso áreas como a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Oeste, Sul e Sudoeste do estado, Campo das Vertentes, Vale do Mucuri e a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

 

CNN BRASIL. Yasmin Silvestre, Bruna Lopes, Vitor Bonets. 26/02/26 - ADAPTADO

 

Texto 3.

 

Águas de Março

 

É pau, é pedra, é o fim do caminho É um resto de toco, é um pouco sozinho É um caco de vidro, é a vida, é o Sol É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol É peroba do campo, é o nó da madeira Caingá, candeia, é o Matita Pereira É madeira de vento, tombo da ribanceira É o mistério profundo, é o queira ou não queira É o vento ventando, é o fim da ladeira É a viga, é o vão, festa da cumeeira É a chuva chovendo, é conversa ribeira Das águas de março, é o fim da canseira É o pé, é o chão, é a marcha estradeira Passarinho na mão, pedra de atiradeira É uma ave no céu, é uma ave no chão [...] São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração Pau, edra, im, inho Esto, oco, ouco, inho Aco, idro, ida, ol, oite, orte, aço, zol São as águas de março fechando o verão É a promessa de vida no teu coração

 

(Tom Jobim)

   

Marque a alternativa correta na comparação do texto 1 com o 3:

 

I. Em “Águas de Março”, a chuva simboliza o ciclo da natureza, o fim de um período e o começo de outro, trazendo renovação e esperança; já em “Enchente Marabaense”, a água aparece de forma concreta e social: as chuvas e enchentes provocam sofrimento, deslocamento e perdas para a população;

 

II. Em “Águas de Março”, a chuva encerra o verão e anuncia renovação: “promessa de vida no teu coração”; já em “Enchente Marabaense”, as enchentes acontecem “todos os anos”, obrigando os moradores a sair e depois retornar, reconstruindo a vida;

 

III. Tom Jobim enfatiza a dimensão existencial da vida, com obstáculos e esperanças; o poema sobre Marabá enfatiza a dimensão social e coletiva: desalojamento, perdas materiais e resistência dos moradores;

 

IV. Em “Águas de Março”: a chuva traz promessa de vida; já em “Enchente Marabaense”: quando o rio baixa, os moradores retornam, reafirmando o pertencimento (“lá é o meu lugar”);

 

V. A relação entre os poemas está na representação da água como símbolo de transformação. Enquanto “Águas de Março” aborda a chuva em dimensão metafórica e universal, “Enchente Marabaense” apresenta a experiência concreta das enchentes em Marabá. Em ambos, porém, a água marca o ciclo entre dificuldade e renovação, revelando a resistência humana diante das adversidades.

 

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