As duas citações a seguir tratam da dialética. Leia-as com atenção.
Por sua fundamentação, meu método dialético não só difere do hegeliano, mas é também a sua antítese direta. Para Hegel, o processo de pensamento, que ele, sob o nome de ideia, transforma num sujeito autônomo, é o demiurgo do real, real que constitui apenas a sua manifestação externa. Para mim, pelo contrário, o ideal não é nada mais que o material, transposto e traduzido na cabeça do homem.
MARX, K. O Capital: crítica da economia política. São Paulo: Nova Cultural, 1988, p.26.
Também esta corrente [o marxismo] separou-se da filosofia hegeliana através da volta a posições materialistas. Isto é, decidindo-se a conceber o mundo real – a natureza e a história – como se apresenta a todo aquele que o aborda sem quimeras idealistas preconcebidas; [...] Esta corrente não se contentava simplesmente em por Hegel de lado; ao contrário, ligava-se a seu lado revolucionário, ao método dialético [...]. No entanto, sob sua forma hegeliana, esse método é inútil. Em Hegel, a dialética é o autodesenvolvimento do conceito. [...] Era essa inversão ideológica que se tratava de eliminar. Voltamos às posições materialistas e tornamos a ver nas ideias de nosso cérebro as imagens dos objetos reais, em vez de considerar estes objetos como imagens deste ou daquele momento do conceito absoluto. Com isso, a dialética ficava reduzida à ciência das leis gerais do movimento, tanto do mundo exterior como do pensamento humano [...].
ENGELS, F. Disponível em: https://www.inscricoes.fmb.unesp.br/upload/trabalhos/20171018155733.pdf. Acesso em: 29 jan. 2026.
Nos textos acima, primeiramente, o próprio Karl Marx (1818-1883), depois, Friedrich Engels (1820-1895) reconhecem a distinção entre o que é a dialética em Hegel e o que ela é em Marx. A respeito dessas duas dialéticas, assinale o item CORRETO: