Um psicólogo em consultório observa uma paciente adulta que, após ascensão profissional em contexto altamente competitivo, relata solidão persistente, sensação de “não pertencer a lugar algum” e tendência a aderir rigidamente a discursos de liderança carismática “para não pensar demais”. Em crises, alterna comportamentos de submissão intensa e episódios de hostilidade fria, justificando que “pessoas fracas precisam de direção”. De acordo com a psicanálise humanista de Erich Fromm (Feist, 2025), avalie:
I. O quadro descrito é compatível com ansiedade básica derivada do isolamento moderno, associada ao “fardo da liberdade”, o que favorece estratégias de escape (Feist, 2025).
II. A adesão acrítica a discursos carismáticos pode ser compreendida como busca por estrutura de orientação, que pode assumir forma irracional e funcionar como “objeto de devoção” (Feist, 2025).
III. A oscilação entre submissão e hostilidade pode ser interpretada como expressão do autoritarismo, que inclui tendências masoquistas e sádicas como modos de reduzir a ansiedade básica (Feist, 2025).
IV. Para Fromm, a saída clínica principal para tais conflitos é a repressão de necessidades humanas (ligação, transcendência, entre outras.) em favor de adaptação ao grupo, pois isso reduz o sofrimento psíquico a longo prazo (Feist, 2025).
Assinale a alternativa correta: